Ficar, pegar, namorar ou ter um pote cheio de chocolates?

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Hoje em dia as duas primeiras denominações estão muito presentes no vocabulário atual. O terceiro termo está nos objetivos e sonhos de quase todas as garotas.

Temos contato com modelos de relacionamentos desde que somos bem pequenas, com brincadeiras naturais da infância. Quando fingimos ter uma casa com panelinhas e bebes de plástico que damos de comer e trocamos suas fraldas, enquanto esperamos nosso marido imaginário chegar do trabalho.

Toda garota de três à seis anos de idade já fizeram e fazem isso, (abro parênteses aqui, pois sempre existem exceções, e no meu caso, eu confesso que brinquei de boneca até mais ou menos os meus doze anos de idade. Hoje é raridade crianças brincarem tanto).

Outra influencia que sofremos quando crianças são em filmes e desenhos, principalmente contos de fadas, com toda aquela velha historia, super tradicional, com a estrutura familiar de mamãe, papai e princesinha linda, perfeita e que no final encontra seu príncipe encantado.

Nos frustramos ao crescer e perceber que nossa própria família não se encaixa naquele modelo “perfeito”. Nos entregamos mais uma vez as influencias a nossa volta, e dessa vez caímos em um mundo de possibilidades. Nos deparamos com relações abertas, com diversão e liberdade.

O ficar e o pegar é comum, é fácil, é espontâneo, é aparentemente a coisa mais gostosa da face da Terra.

Mas, se é tudo tão simples, rotineiro e esta ao alcance dos nossos olhos. Na internet, seriado, propagandas, conversa com amigas e até mesmo em filmes que assistimos com nossos pais e familiares na sala de casa, qual o mal de fazer aquilo que todos estão fazendo?

Nos baseamos muito na vida dos outros, e a vida das redes sociais, do filme, do seriado, do youtube, nem sempre é verdadeira. Só mostramos para os outros o que queremos, e todos esses meios também, só nos mostram o lado “bom” das coisas.

Nos entristecemos, nos vemos vazias e começamos a buscar um ideal de vida. Amizades fúteis, exageros, festas, e muitas vezes relacionamentos amorosos.

Nos entregamos aos “prazeres da vida”, sem pensar no amanhã. Somos apaixonadas e por qualquer sinal de paixão correspondida da pessoa de nossos sonhos, nos vemos cometendo loucuras, sorrindo por todos os cantos, com o coração que não cabe mais no peito. E por não caber mais no peito, entregamos ele a nosso amado.

E “estar” com alguém é o mesmo que ter em sua frente um pote cheio de chocolates (substitua aqui pelo alimento que você mais ama. Pipoca, bala, paçoca… alguma coisa você ama comer!). Vou confessar uma coisa, quando eu começo a comer chocolate e sei que tenho um pote cheio só pra mim, eu não paro de comer até acabar tudinho, ou até eu me cansar.

Em um “relacionamento” conversamos com o amado tudo em apenas um dia, nos tornamos íntimos, mas tendo o visto apenas poucas vezes na vida, talvez nunca no caso de pessoas que se conhecem pela internet.

Ao entregar nossos corações entregamos tudo em nós!  Sonhos, desejos, amigas, experiências futuras… Por fim nosso corpo e nossa alma.

Lembra do pote de chocolate? Então, é nessa hora que nós o esvaziamos.

 

Risos, conversas, abraços.

Beijos, caricias, afeto.

Mãos pelo corpo.

E por fim: SEXO.

 

O pote esta vazio. Podemos encher de novo? Como? Outra pessoa?

Como eu disse, pra tudo existem exceções, mas a pergunta aqui é: Você quer pagar pra ver?

As vezes a outra parte se desliga com mais facilidade em envolvimentos amorosos, mas nós temos a esperança e o sonho do namoro, lembra? Do conto de fadas perfeito, das brincadeiras de casinha.

Temos o sonho que nosso amado irá até a doceira mais próxima, irá comprar todo o estoque de chocolates disponível e nosso pote viverá pra sempre cheio.

Nunca estamos preparadas pra um fim!

Ficamos tão feridas que permanecemos vazias por muito tempo. Não compreendemos como o nosso amado já ama outra.

Foi assim comigo, foi assim com muitas, mas se não foi assim com você ainda, é realmente preciso passar pela dor para aprender?

Se preserve!

Busque o amor de Deus, pois esse nunca se acaba, e sim, se renova a cada dia, nos enche cada vez mais, de nós mesmas, de amor puro e sincero!

Thaís Alarcon